Mais um champagne, por favor!

Helena é a típica mulher de negócios. Seu trabalho na área financeira e a facilidade com línguas a projetaram numa carreira meteoro, assim pode viajar o mundo e acumular uma bagagem de conhecimentos e experiências que poucos mortais consiguirão ter em suas jornadas.

Aos 37 anos, Helena sabe exatamente o que quer, do que gosta e porque gosta. Detesta ser contrariada ou questionada. Para evitar possíveis aborrecimentos sempre se hospeda no mesmo hotel cinco estrelas da grande metrópole cinzenta.

Chovia lá fora, e Helena passeava calmamente pela suíte apreciando seu champanhe.

Era um ritual – os champanhes obrigatoriamente deveriam ser Brut e das marcas Veuve ClicquotTaittinger ou Moët Impérial. Finalmente em "casa". Quase em casa. Na verdade, há anos não sabia o que era ter um lar. Passava meses em algum país distante, depois retornava ao Brasil. Isso que importava. Estava em casa.

Tirou os sapatos de saltos. Sentou-se na cama e pegou uma revista. Ah, como adorava aquela publicação! Vinha em alemão. Mas o idioma não era barreira para ela.

Terminou a taça e pegou mais uma. "Que maravilha este champagne!".

A leitura ia agradável quando decidiu chamar o serviço de quarto e pedir outra garrafa, mas, para a sua infinita surpresa, ao ver a origem da bebida, descobriu que se tratava de um espumante brasileiro.
 

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Foto: Vino Emporium


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