O melhor vinho do mundo é aquele que agrada o seu paladar

Há algum tempo, postamos na fanpage do Vino Emporium, uma imagem que trazia os seguintes dizeres: “O melhor vinho do mundo é aquele que agrada o seu paladar”. A repercussão foi alta, muitas pessoas concordaram e outras tantas, nem tanto assim.

Por isso este assunto foi o escolhido para ser o tema do primeiro post dos muitos, de autoria da equipe do Vino Emporium, que traremos para nossos Confrades a partir de hoje, sempre defendendo uma maior democratização do vinho.

Quais são os sentidos que utilizamos em uma degustação padrão? Vamos lembrar o procedimento de forma bem resumida:

  1. Vertemos o vinho na taça;
  2. Observamos a coloração do vinho;
  3. Giramos a taça com cadência para que o vinho possa “respirar” e então mostrar todo o seu poder aromático;
  4. Colocamos um pequeno gole do vinho na boca e o deixamos percorrer toda a extensão da língua, para que possamos ter o contato com todos os aspectos gustativos do vinho;
  5. Ao engolir ou desprezar o gole de vinho, notamos o retorno que este vinho nos proporciona.

Até aqui tudo ok. Então de tudo o que foi feito no procedimento padrão de degustação, quais os dois principais sentidos que usamos e que definem um vinho: olfato e paladar. São eles onde você pode detectar se o vinho é mais frutado ou mais amadeirado, por exemplo; se ele tem o sabor que remete a frutas cítricas, vermelhas ou negras, é um outro exemplo; e principalmente se o vinho está bom para o consumo ou se está estragado.

São também os sentidos do olfato e paladar que dão o que falar no mundo do vinho e que geram tanta discussão e decepção também. Por que?

A resposta é simples: porque temos preparos (e podemos falar em treinamento também) diferentes para utilizar ambos os sentidos, ou seja, cada pessoa tem um grau de dificuldade diferente para identificar aromas e sabores.

Um grande sommelier, além de conhecer bastante sobre uvas, regiões de produção, procedimentos e tudo mais, ele tem o nariz e a boca muito bem treinados para identificar os mais diferentes aromas e gostos. Sim, treinados, e qualquer pessoa pode ampliar seu grau de percepções através de treino. Veja um pouco mais sobre este assunto no post “7 coisas que você precisa saber sobre os aromas do vinho”.

No mundo do vinho, você consegue identificar as sutilezas de aromas e sabores com o tempo e provando os mais diferentes vinhos, das mais diferentes uvas que temos no mercado.

Se eu sempre tomei vinhos mais simples, não adianta abrir um Château Pétrus ou um Romanée-Conti pois a chance de decepção será grande. Isso ocorre não porque os vinhos são ruins e a fama é mentirosa, muito pelo contrário. É o seu olfato e palato que não estão prontos para conseguir sentir as sutilezas e qualidades destes magníficos ícones do mundo vinícola.

Se você sempre tomou espumantes simples de tudo e prova um champagne da Veuve Clicquot, a primeira impressão é que ele é salgado – por exemplo. Isso já aconteceu comigo e pode ter certeza: todos sentem a mesma coisa, ou seja, estranham o sabor e/ou o aroma – seja do vinho tinto, do branco, do espumante, do champanhe e por aí vai.

Aqui já temos mais uma dica para evitar decepções precipitadas: vá devagar, mas sempre busque experimentar a maior diversidade possível de vinhos. Não fique preso(a) somente neste ou naquele vinho, neste ou naquele país, nesta ou naquela uva. Treine os seus sentidos. Permita-se ser surpreendido(a) em cada garrafa, em cada estilo.

E é justamente por isso que o Vino Emporium defende a máxima de que: O melhor vinho do mundo é aquele que agrada o seu paladar!

E não se assuste se você trocar o seu melhor vinho do mundo com facilidade. Não é que você se enganou antes, mas sim que você melhorou o nível de seus sentidos.

Escolha o seu também e saúde!

Cristiano Janjacomo
Vino Emporium


Comentários