Mantendo a qualidade, a Split Wine permite que o copo de vinho tenha uma versão fácil de transportar, inquebrável, reciclável e de abertura fácil.
Mantendo a qualidade, a Split Wine permite que o copo de vinho tenha uma versão fácil de transportar, inquebrável, reciclável e de abertura fácil.
O copo de vinho que vai aonde você for

Beber vinho num piquenique, num concerto, numa ida à praia ou enquanto passeia, é possível. Esta ideia é para ser degustada em diferentes momentos e locais, mesmo que se esqueça o saca-rolhas.

Há quem diga que “o vinho é o melhor local para se encontrar com os amigos”. José Maria Alves percebeu que este encontro estava limitado quando num piquenique quis bebê-lo e não conseguiu. A razão? Porque não levou o saca-rolhas. Depois disso, recordou todas as ocasiões em que lhe tinha apetecido degustar a bebida e não o tinha feito porque o transporte da garrafa e a possibilidade de se partir não permitiram, porque escolher uma gama de tinto diferente da que a companhia estava bebendo não fazia sentido, porque abrir uma garrafa de branco para saborear apenas um copo não se justificava, ou porque simplesmente não havia nada à disposição.

  Foi a partir daqui que, depois de se juntar a outros dois amigos Pedro Ramalho Fontes e Carlos Leitão –, apreciadores de “um bom vinho” e com apetência para o empreendedorismo, surgiu a ideia de criar “um copo de vinho pronto para beber com 187 mililitros [equivalente a um quarto da garrafa de vinho] numa embalagem inquebrável, fácil de transportar e que garante uma experiência de consumo idêntica ao tradicional copo de vidro”. Poucos meses depois, conseguiram o apoio de um produtor de vinhos do norte de Portugal e criaram a Split Wine.

O consumo é simples, como explica o empresário Carlos Leitão: “Basta remover a tampa superior de abertura fácil e o vinho está pronto a ser desfrutado. O copo é feito de PET [possui propriedades termoplásticas] e é inteiramente reciclável. Quanto à conservação e qualidade, acrescenta que “o maior segredo desta tecnologia é que permite que o vinho seja enchido numa atmosfera inerte que garante que os níveis de oxigênio no copo sejam muito baixos, possibilitando dessa forma que o vinho se conserve em boas condições por um período considerável de tempo.”

O produto começou a ser comercializado em 2014. Três meses depois, a empresa faturou 25 mil euros, com o copo disponível em algumas lojas gourmet, mercearias e restaurantes.

A inovação está levando alguns vinhos portugueses além-fronteiras. Nesta altura, Estados Unidos, China, Países Nórdicos, Polônia e Países Bálticos, são os países que, por vezes, apreciam vinho sem se sentarem à mesa.

“A receptividade do público tem sido fantástica. As pessoas ficam curiosas sobre o nosso copo, contam-nos as inúmeras ocasiões em que quiseram beber vinho e não puderam e perguntam onde podem comprar”, comenta Carlos.

Douro, Branco da Península de Setúbal, Chardonnay, Cabernet Sauvignon e Rosé são os vinhos disponíveis. Em breve, junta-se a sangria branca e a tinta, para prolongar os brindes.


Fonte: Observador.pt (http://vinhos.me/CrluM)
Por Raquel Salgueira Póvoas
OBS.: Este texto passou por modificação para o Português Brasileiro, inclusive o título.


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