Adega é opção para amantes de vinho

O vinho deixou de ser um mistério e caiu no gosto dos paraibanos. E com a bebida cada vez mais comum no carrinho de compras, muitos consumidores já sonham em montar em casa a sua própria adega, garantindo um estoque mínimo para atender todas as ocasiões.

  Mas o que fazer para ter uma adega em casa? Quais vinhos comprar? Onde e como montar?

Para nosso clima tropical, a adega é acessório fundamental para quem quer guardar vinhos em casa. Até vinhos de consumo imediato podem ser prejudicados se estocados em local inadequado. Segundo Carlos Cabral, especialista em vinhos do Pão de Açúcar, o melhor lugar da casa para se montar adega é aquele que não tem muita variação de temperatura durante o dia. Para isso, ele sugere que o proprietário ou o arquiteto procure as paredes internas da residência que não ficam expostas ao sol.

Outra dica é o uso de uma adega resfriada, a única maneira de conservar vinhos por um longo tempo em regiões muito quentes como o Nordeste.

Além de conservar, a vantagem de uma adega em casa é poder aproveitar as boas promoções em supermercados e casas especializadas, já que pode-se adquirir mais garrafas do que o que se vai consumir em curto período. Outra boa razão é ter sempre à disposição vinhos em condições perfeitas para uma reunião, jantar ou festa de maior porte em casa.

  Quais vinhos ter em casa?

O especialista do Pão de Açúcar recomenda uma variedade de rótulos para atender a diversas ocasiões. O ideal, segundo o profissional, é ter opções de vinhos brancos, roses, tintos, espumantes, fortificados (como o Porto) e outros de sobremesa, como os de colheita tardia. Ele defende que a seleção de vinhos estocados em casa deve respeitar as preferências do proprietário, mas indica que haja opções variadas de uvas, nacionalidades e tipos. Para quem possui uma adega pequena, com até 12 garrafas, ele recomenda a seguinte proporção: cinco tintos, três brancos, dois espumantes, um vinho do Porto e um rose.

Já para uma adega maior, com capacidade de até 30 garrafas, Cabral explica que já é possível detalhar as opções por origem. Neste caso, ele sugere 13 vinhos tintos, sendo seis da Europa e sete vinhos do Novo Mundo; já os brancos são sete garrafas, sendo três da Europa e quatro do Novo Mundo. Para fechar, ele completa com garrafas de espumante (um Champagne, uma Cava, um nacional e um rose), três garrafas de vinho rose e três garrafas de vinhos de sobremesa (um Porto Tawny, um Porto Ruby e um vinho de colheita tardia).

Sobre os vinhos brancos e espumantes, Carlos Cabral faz uma ressalva: "A grande maioria dos espumantes, assim como os vinhos brancos, só perdem qualidade com o passar do tempo e devem ser guardados em casa por um período pequeno".


Fonte: PB Agora (http://vinhos.me/S1BkI)
Por Ascom. Foto: Divulgação.


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