Calor = espumante!

Cheguei em casa há alguns minutos. Lá fora, o termômetro do carro marcava 38 graus e o ar condicionado não teve muito sucesso. Pensando no tema da coluna, nenhuma outra ideia me vinha à cabeça senão escrever sobre vinhos refrescantes. Poderiam ser brancos ou rosés, mas escolhi falar sobre os espumantes, minha grande paixão entre os vinhos.

A versatilidade dessa bebida é impressionante, indo bem como aperitivo e acompanhando uma lista interminável de pratos, dos petiscos aos mais sofisticados, da salada de folhas à culinária oriental e, não podemos esquecer, algumas sobremesas ficam ainda melhores com o espumante adequado.

Mas algumas dúvidas ainda surgem e podemos nos atrapalhar na hora da compra. Por isso, é bom prestarmos atenção em algumas informações para não nos decepcionarmos no momento do brinde.

Hoje, relembro algumas dicas importantes:

  Nem todo espumante é champagne. Para ser chamado assim, o espumante deve ter sido elaborado na região francesa de Champagne, pelo método tradicional (champenoise), com a segunda fermentação em garrafa. As uvas permitidas são pinot noir, chardonnay e pinot meunier. Se essas informações não batem, nunca será um champagne. Para você não fazer feio na frente dos convidados, diga sempre que está bebendo um espumante. Aí, não tem erro.

  Nem todo espumante é prosecco. Hoje, é muito comum ouvirmos as pessoas dizerem que estão bebendo um prosecco. Mas pode não ser verdade. O nome prosecco faz referência à uva branca com a qual se elabora esse espumante em várias partes do mundo, inclusive aqui no Brasil, onde temos ótimos produtos.

Se o espumante vem da Itália, mais especificamente da região do Vêneto, o nome Prosecco já diz respeito a uma região demarcada, criada em 2009. Na verdade, é uma tentativa de proibir o uso da expressão nos rótulos de outros países. Por lá, a uva recebe o nome de glera. Mas a ideia ainda não pegou no resto do mundo, nem aqui no Brasil.

  Cava é um espumante espanhol autorizado a ser elaborado em todo o país, mas a região da Cataluña responde por aproximadamente 85% da produção. As principais uvas utilizadas são as brancas macabeo, xare-lo, parellada e chardonnay. Obrigatoriamente, o espumante sofre segunda fermentação em garrafa, como na região de Champagne. Terá aromas e sabores diferentes em razão das uvas utilizadas.

  Espumantes brasileiros têm ótima qualidade e preço. A cada ano, o Brasil bate recordes de venda de seus espumantes, que já caíram no gosto popular e não sofrem o preconceito dos brancos e tintos nacionais. Os fatores que levam a esse fenômeno são dois: alta qualidade e preços acessíveis.

Se você for a um supermercado aqui em Uberlândia vai encontrar ótimos espumantes brasileiros a preços acessíveis e asseguro que, na faixa de preços mais barata, nenhum espumante importado irá apresentar a mesma qualidade.

 Não troque um espumante brasileiro por um Lambrusco italiano de baixa qualidade que nem é vendido no próprio país de origem.

Tim-tim!


Fonte: Correio de Uberlândia (http://vinhos.me/4owNh)
Por Érika Mesquita. Foto: Dom Vinho e Outros Parentes/Divulgação

 

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