Justiça interdita setor de produção de quentão em vinícola de Curitiba

Para o Ministério Público, o local apresentou condições sanitárias inadequadas para a produção

  A Justiça determinou a interdição do setor de produção de quentão da Vinícola Durigan, em Curitiba. A liminar foi concedida no dia 6 de junho, após um pedido da Promotoria de Justiça de Defesa ao Consumidor do Ministério Público do Paraná (MP-PR). De acordo com a promotoria, o local apresentava condições de sanitárias inadequadas de produção e envasamento da bebida, que estavam em desacordo com as normas de produção.

A decisão judicial afirma que a área deve permanecer interditada até que as medidas técnicas apontadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – que regulamenta este tipo de produção – sejam seguidas.

  A Justiça também determinou que a vinícola deixe de comercializar vinhos que não atendam à regulamentação específica de produção. De acordo com o MP-PR, constataram-se irregularidades em relação aos limites de acidez total do Vinho Fino Branco Suave e nos limites máximos de cloretos exigidos pela normativa. Para o MP, isso poderia indicar adição de água ao vinho comercializado.

  A ação também pediu que a vinícola substituísse os componentes derivados da uva presentes no suco de uva integral produzido pela marca ou informasse ao consumidor que a bebida não é, de fato, integral. A Justiça atendeu ao pedido da promotoria.

Caso não cumpra as determinações judiciais, a vinícola poderá pagar multa diária de R$ 500.

Vinícola afirma que já fez as reformas necessárias

Em nota, a vinícola Durigan afirmou que ainda não foi citada na ação e que apresentará defesa assim que a citação acontecer.

A vinícola também informou que a interdição aconteceu porque o ambiente utilizado no envase do quentão e dos vinhos precisava passar por reformas. A área de armazenamento de garrafas e caixas também deveria estar separada da área de produção das bebidas.

A vinícola afirmou que as obras de adequação já foram realizadas e que aguarda o retorno da fiscalização para liberar a produção. A nota afirma que não há qualquer interdição do produto comercializado e sim no setor responsável pela produção.

Em relação ao vinho branco, a empresa disse que não comercializou mais o produto após a interdição e que ajuizou ação contra a empresa fornecedora. De acordo com a vinícola, essa alteração não traz prejuízos à saúde.

Em relação aos problemas apontados no suco de uva integral, a Durigan informou que não houve substituição total ou parcial dos componentes derivados e que já apresentou defesa ao Ministério da Agricultura. Ainda de acordo com a empresa, houve uma interpretação equivocada da leitura dos controles internos apresentados.

Fonte: Gazeta do Povo (http://vinhos.me/ahVOE)
Por Laura Beal Bordin. Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

  Vino Emporium: A Vinícola Durigan produz vinhos desde 1873 e está localizada no histórico bairro de origem italiana Santa Felicidade, na cidade de Curitiba (PR). A vinícola possui um grande empório, onde comercializa seus vinhos e produtos coloniais, tais como massas, pães, geléias, além de souvenirs​.
Sem dúvida, se comprovadas as irregularidades, será um verdadeiro escândalo para o nome da vinícola e uma grande preocupação para nós  consumidores e turistas.


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