Valduga anuncia abertura de vinícola no Chile

Sem mencionar detalhes do investimento, o presidente do Grupo Famiglia Valduga, de Bento Gonçalves, Juarez Valduga, confirmou a instalação de uma vinícola da marca no Chile.

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Palestrante na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul ontem, Valduga adiantou que até o fim do ano a operação estará em atividade inicial. "Teremos vinhedos e estrutura de vinificação no Chile", resumiu, informando que o aporte será 100% integralizado pela empresa. Acrescentou que o grupo também avalia possibilidades em outros países, como Argentina e Portugal.

Em linha com os projetos de expansão, a diretoria está mudando alguns conceitos de gestão, o que passa pela contratação de executivos de mercado, preferencialmente aposentados experientes. Valduga confirmou que três nomes já estão ligados à administração. Entre estes gestores está Luís Oselame na função de diretor-geral e formado nas Empresas Randon, onde se aposentou. "Queremos construir uma nova base de gestão, mesclando os integrantes da família com profissionais do mercado", acrescentou Jones Fontanive Valduga, integrante da terceira geração e diretor comercial e de importação.

Até o fim do mês, chega ao mercado um novo produto da marca. Os chás, que serão vendidos em garrafas de 500 ml, são elaborados na sede da Casa da Madeira. Inicialmente, serão oferecidos três tipos de chá, na base de 60 mil unidades de cada um, embora o portfólio tenha oito possibilidades. Em relação à cerveja, a Casa Valduga opera com capacidade máxima, elaborando, no momento, 600 mil embalagens de 500 ml por ano. "Estamos lançando três novos tipos nas próximas semanas", acrescentou Jones Valduga.

Um dos precursores do enoturismo na serra gaúcha, Juarez Valduga defendeu um trabalho regional, de unificação de ações. Propôs, inclusive, a criação de uma Secretaria de Turismo Regional em lugar do modelo atual de municipais. E uma das formas de vender a região de forma conjunta seria criando uma marca unificada para o espumante elaborado. "Temos o melhor espumante do mundo e também o melhor suco de uva.

Temos de ser conhecidos por isso, mas não com marcas individualizadas. Fazer como na Espanha, que tem a cave como marca para seu espumante, é o que mais vende no mundo", exemplificou. Ele sugeriu criar um grande concurso nacional para desenvolver o nome próprio do espumante. Ele lembrou ainda da quebra de paradigmas que deu surgimento ao Vale dos Vinhedos, em meados da década de 1990, quando os empreendimentos se uniram em torno dos mesmos objetivos. "Paramos de dizer: o meu vinho é bom! E passamos a dizer: o vinho da região é bom", enfatizou.

A mudança representou um salto de 100 pessoas/ano, à época, para 250 mil pessoas/ano atualmente. O grupo tem várias empresas: Casa Valduga, que tem a maior cave de espumantes da América Latina, com capacidade para mais de seis milhões de garrafas; Domno Importadora, que também elabora espumantes e realiza a importação de vinhos; Casa Madeira, que produz sucos e produtos gourmet; Cervejaria Leopoldina, de cervejas artesanais; e a Vinotage, empresa que fabrica cosméticos à base dos ativos das uvas e vinhas.

Fonte: Jornal do Comércio (http://vinho.one/uoBLe)
Por Roberto Humoff. Foto: Divulgação


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