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Herdade do Esporão
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  Herdade do Esporão
  Sede da Vinícola
Alentejo (Portugal)
  FUNDAÇÃO
1973
  PROPRIETÁRIO
Família Roquette
  ENÓLOGO RESPONSÁVEL
David Baverstock, Luis Patrão, Sandra Alves e Michael Wren
  NA INTERNET
Clique para visitar
  ÁREA PLANTADA

A Herdade do Esporão situa-se a pouco mais de 170 km a sudeste de Lisboa, junto à histórica cidade de Reguengos de Monsaraz, numa paisagem típica do Baixo Alentejo, marcada por suaves planícies e vales pouco profundos escavados por ribeiras intermitentes, com presença constante dos campos de cereais, das vinhas e olivais e dos elementos naturais. Esta paisagem é há muito marcada pela mão humana, a presença dos montes e pequenos povoados de casas caiadas guarda em si a memória de uma vivência que vem da pré-História das antas e dolmens e foi progredindo sob a mão dos íberos, romanos, visigodos, muçulmanos e tantos que foram passando. A história medieval da região começa com a reconquista cristã de Monsaraz e da baixa de Reguengos em 1232 e, desde então, o vinho e o azeite tornaram-se marca indelével da região.

O clima da região apresenta características mediterrânico-continentais, com verões quentes e secos, normalmente com mais de 20 dias acima dos 35º C, primaveras e outonos amenos com muitos dias de sol e invernos pouco rigorosos,   com os meses mais chuvosos normalmente abaixo dos 80 mm de precipitação e com temperaturas médias acima dos 10º C, mas com amplitudes diárias que podem ser superiores a 20º C. Estas características definem profundamente a fauna, a flora, a paisagem, a arquitetura e o povo do Alentejo.

A Herdade do Esporão
Os 1.800 hectares atuais da Herdade do Esporão apresentam todas as características de uma paisagem tipicamente mediterrânica do sul interior de Portugal. São quase 1.000 hectares de área florestal, onde predomina o montado com muitas azinheiras e alguns sobreiros, matos de estevas e rosmaninho, prados que variam de cor conforme a estação do ano e a vegetação ribeirinha que varia entre freixos e loendrais e zonas abertas de salgueiros e caniçais ao longo do traçado da ribeira da Caridade e dos limites ocidentais vincados pelo rio Degebe, as duas linhas de água que dão vida à herdade e sustentam a sua produção. Existem também áreas de plantação de pinheiro manso, que estão em fase de reconversão/restauro para montado misto.

Estes ecossistemas florestais representam o legado natural da herdade e albergam espécies tão carismáticas como a cegonha-negra, a lebre ou a raposa que vagueiam pela herdade. A riqueza florística que varia em composição com as estações do ano está patente em muito do que somos, como é o caso dos apontamentos olfativos de rosmaninho no mel de qualidade que produzimos, nas folhas, frutos e raízes que com frequência saltam do campo para os menus do restaurante, ou até nas orquídeas silvestres que aparecem no fim do inverno, que aqui não nascem nas árvores como no Brasil, mas sob o abrigo das azinheiras no montado e perto das ribeiras.

As vinhas
Mas são os 450 hectares de vinhas e os 80 de olival que definem o caráter produtivo da herdade. As áreas nobres de produção agrícola foram plantadas com vinhas e, mais recentemente, nas zonas de transição entre a vinha e a floresta instalamos o olival em modo de produção biológico, de acordo com o modelo intensivo de baixo impacto sobre os ecossistemas e os recursos hídricos, que dão origem ao inigualável azeite, tão usado na culinária mediterrânica. No coração da herdade está a área da albufeira, com 120 hectares, que serve os propósitos de represamento de água, gerida de forma cuidada e com recurso de sistemas inteligentes de controle de qualidade e intensidade de uso, que acaba por ter a dupla função de amenizar o clima local e de funcionar como refúgio de biodiversidade, tanto no corpo de água como nas margens paludosas e recantos adornados de vegetação ribeirinha.

Este ecossistema úmido, nascido das necessidades da produção industrial, é hoje um santuário seminatural onde já foram avistadas cerca de 90% das aves de todo o Alentejo, além de residência permanente de patos, mergulhões, galinhas-de-água, lontras, entre muitas outras espécies.

  PRODUÇÃO ANUAL

A Herdade do Esporão alcança cerca de 1.800 hectares que apresentam uma paisagem típica do Baixo Alentejo, marcada por suaves planícies e vales pouco profundos escavados por ribeiras intermitentes, com presença constante dos elementos que definem o montado – as azinheiras, os matos de estevas e rosmaninho, os prados que variam de cor conforme a estação do ano e a vegetação ribeirinha que varia entre freixos e loendrais e zonas abertas de salgueiros e caniçais.

O clima apresenta características mediterrânico-continentais, com verões quentes e secos normalmente com mais de 20 dias acima dos 35º C, primaveras e outonos amenos com muitos dias de sol e invernos pouco rigorosos com os meses mais chuvosos normalmente abaixo dos 80 mm de precipitação e com temperaturas médias acima dos 10º C. No caso da herdade, as grandes amplitudes térmicas anuais são suavizados pela massa de água da albufeira central. Mas são os 450 hectares de vinhas e os 80 de olival que definem o caráter produtivo da herdade.

As vinhas
Portugal tem o privilégio de, a seguir à Itália, ser o país do mundo com maior número de variedades autóctones, com castas de uvas que não se encontram plantadas em nenhuma outra região vinícola mundial, o que torna os vinhos portugueses tão originais. Na Herdade do Esporão exibimos um o vasto patrimônio vitícola distribuído por 450 hectares e constituído por castas autóctones e castas oriundas de outras regiões vitivinícolas nacionais e internacionais, patrimônio de 194 castas plantadas, 37 das quais em plena produção.

Estas 37 variedades fundamentais correspondem às castas que melhor se adaptaram à região do Alentejo, muita das quais se encontra na região desde tempos longínquos. Fomos mesmo pioneiros na introdução de algumas das castas, que com o tempo se transformaram em ex-libris do Alentejo, como a Touriga Nacional e o Verdelho que acrescentaram identidade e qualidade aos vinhos alentejanos. Algumas dessas vinhas apresentam idades em que já se começam a classificar como vinhas velhas, aproximando-se agora dos quarenta anos de idade.

É esta combinação única que singulariza e individualiza os vinhos da Herdade do Esporão. Apesar da dimensão generosa da vinha, conseguimos garantir o maior controle da qualidade da produção das nossas uvas, muito devido ao fato de mantermos uma equipe de colaboradores que trabalha nas nossas vinhas há muitos anos. São cerca de cem pessoas a tempo inteiro, durante todo o ano, sem ter de recorrer a trabalhadores eventuais. É uma equipe coesa que “veste a camisa” e que já conseguiu criar uma simbiose em termos de responsabilidade, afeto e entendimento da vinha.

Entre as múltiplas ferramentas de apoio às decisões diárias na gestão e monitorização de todas as atividades de manutenção e instalação das vinhas, da responsabilidade de Amândio Rodrigues, contam-se as estações meteorológicas e sondas que medem a umidade no solo, permitindo gerir a rega consoante os objetivos e características que se pretende para as uvas de cada talhão. A matriz de talhões é continuamente avaliada para que se possa conhecer a fundo o cariz único de cada parcela, quer em termos de capacidade produtiva como de disponibilidade de água, nutrientes e luz que, quando combinados com a biodiversidade existente no solo produzem condições diferenciadas que nos ajudam a determinar que castas poderão atingir o seu ótimo nestas condições.

Levamos muito a sério a preservação das condições ecológicas, da biodiversidade da vinha e do ambiente circundante. Por isso, encontramo-nos em pleno processo de conversão e certificação em modo de produção biológico, ultrapassando a fase atual de Produção Integrada em que nos encontramos.

O terroir
O terroir único do Esporão nasce da combinação entre o clima, o padrão orográfico de solos predominantemente de xistos argilosos e grano-dioritos (granitos), assim como das espécies de fauna e flora que tornam o solo vivo e compõem a moldura ecológica onde se desenvolve a atividade agrícola. O terroir não é um conceito fixo. Evolui connosco, trás em si a complexidade que é gerir um ecossistema produtivo condicionado por dezenas de variáveis, assim como as décadas já acumuladas de experiencias. É uma porção íntima do nosso DNA que partilhamos em cada vinho que fazemos.

Projeto especial - campo ampelográfico
Um campo ampelográfico é um talhão especial onde são plantadas linhas de diferentes castas para fins de investigação e desenvolvimento. Para além de objeto de estudo, é também uma forma de preservar o patrimônio vitícola nacional e estudar as suas potencialidades, tendo em vista cenários de alterações climáticas ou de desequilíbrios ecológicos. Na Herdade do Esporão disponibilizamos cerca de 10 hectares, onde plantamos 21.500 plantas dispostas em 189 linhas paralelas, em que cada linha representa uma casta distinta onde se incluem, para além de castas alentejanas e durienses, variedades de outros países europeus.

Recuperamos algumas variedades quase perdidas que faziam parte do encepamento tradicional do Alentejo e decidimos ensaiar um número elevado de castas pouco conhecidas em Portugal.

A lista é extensa compreendendo nomes como: Uva Salsa, Tinta do Bragão, Arinto do Interior, Larião, Amor-não-me-deixes, Carrasquenho ou Rabigato Francês, bem como castas internacionais de nome pouco vulgar, como Ahmeur bou Ahmeur, Chasselas, Feteasca Alba ou Müller-Thurgau. Efetuamos uma monitorização completa, desde da fenologia até à vinificação de cada uma das variadades, tentando perceber o potencial enológico de cada casta e a sua capacidade de resistência a pragas e doenças num cenário de produção biológica.

As adegas
Se as vinhas são o pulmão da Herdade do Esporão, a adega é o coração que palpita ao ritmo da vindima e da sequência dos trabalhos definidos pelo calendário e pela equipa de enologia.

- Tintos
Construída em 1987, foi desenvolvida com o princípio da utilização da gravidade, a fim de reduzir a utilização de bombas, diminuir a distância entre as várias operações de adega e minimizar o impacto na qualidade das uvas. Está equipada com 3 linhas distintas, com tecnologias diferentes e adaptadas consoante o tipo de vinhos a ser elaborado. Uma das linhas está reservada ao vinho Monte Velho, onde o vinho irá fermentar em cubas de 44.000 litros com sistema de remontagem automática, enquanto uma segunda linha que conta com cubas de fermentação de 31.000 litros e diferentes opções de remontagem fica destinada aos vinhos Monte Velho e Defesa. Uma terceira linha onde estão dispostas uma série de lagares mecânicos, de 16.000 litros equipados com pisa automática por robot, desenvolvidos especificamente para permitir uma maceração intensa e assim otimizar a extração. Estes depósitos estão reservados para os vinhos Esporão Reserva e Monocasta tintos.

- Brancos
 Foi projetada de modo a acondicionar duas linhas de vinificação distintas, uma destinada aos vinhos de maior volume, como o Defesa e o Monte Velho, e outra destinada aos vinhos de um segmento superior, vinificando os vinhos Monocasta, Esporão Reserva e Esporão Private Selection. Dotada de um eficiente sistema de refrigeração, prensas pneumáticas e cubas em inox com capacidades variadas, esta adega permite trabalhar as uvas respeitando e enaltecendo as características naturais da fruta. A adega de brancos possui uma cave onde ocorre a fermentação e estágio dos vinhos brancos em barricas, por vezes sujeitos a bâttonage, em que se agita suavemente as borras de fermentação proporcionando uma textura e complexidade acrescidas aos nossos vinhos brancos.

Adega dos lagares
Foi desenhada de raiz para produção de vinhos em pequenos volumes e significou um voltar às origens e reinventar o legado da vinificação em lagares. A partir deste conceito, desenvolvemos uma adega onde instalamos 4 pequenos lagares em inox com controle de temperatura, aos quais juntamos uma velha prensa vertical. Concluímos com uma pequena seleção de barricas oriundas das mais conceituadas tanoarias do mundo. Nesta adega, onde vinificamos as nossas melhores uvas, todo o trabalho é manual e não nos poupamos a qualquer esforço para oferecer o melhor que pudermos ao vinho em nascença.

As caves de estágio
O grande túnel de barricas do Esporão, por si só uma das atrações turísticas da Herdade do Esporão, ao assemelhar-se na sua estrutura a um túnel de metro com os seus 15 m de largura, está firmemente enterrado a 12 metros de profundidade que permitem que se mantenham as melhores condições de temperatura e umidade de forma natural, sem necessidade de regulação de temperatura de forma artificial e sem custos energéticos e ambientais. Neste longo túnel de descanso repousam aproximadamente 1.500 barricas bordalesas de 225 litros cada, das quais cerca de 70% são de carvalho americano e as restantes de carvalho francês. Renovamos anualmente cerca de 30% do parque de barricas e o tempo de vida útil esperado para cada barrica no Esporão é de 3 a 4 anos. Para além do grande túnel de barricas dispomos ainda de nichos laterais, onde guardamos e estagiamos o vinho já depois de engarrafado, para além de uma garrafeira onde guardamos um acervo histórico das nossas melhores colheitas. O espaço é rematado com a instalação de caves refrigeradas para estabilização e armazenamento, proporcionando assim as melhores condições de evolução aos vinhos brancos do Esporão.

  SOBRE

Vinho é cultura
Uma garrafa de vinho pode e deve ser reflexo do clima e território onde nasce, dos costumes e conhecimento de quem o trabalha e da imaginação de quem o bebe. Nos últimos 30 anos, o Esporão tem dado um importante contributo à construção da identidade de Portugal, como região vitivinícola de excelência, reforçando o envolvimento e conjugação das artes, do enoturismo, da história e da cultura.

Artes
Procuramos desde o início associar os vinhos da Herdade do Esporão com o mundo icônico da arte, aliando os nossos vinhos de maior prestígio com a energia, cultura e urbanidade das artes plásticas.

Por isso tomamos como princípio fundador da Herdade do Esporão desafiar todos os anos um artista plástico nacional diferente para ilustrar os rótulos dos nossos vinhos “Reserva” e “Private Selection”, difundindo as artes e, ao mesmo tempo, associando o prazer da cultura com o prazer do vinho, aliando o espírito com a matéria.

Arqueologia
Foi também a vontade e curiosidade de conhecer melhor a nossa cultura que nos levou em 1997 a parar os trabalhos de plantação de uma vinha e dar início ao projeto arqueológico dos Perdigões, hoje caso isolado na iniciativa privada em Portugal.

Com este importante projeto científico conhecemos, escavação após escavação, as atividades das pessoas há 5.000 anos atrás, que utensílios utilizavam, como se organizavam, como lidavam com a morte, como construíam as suas casas, como se relacionavam com o desconhecido.

Na torre do Esporão pode ser visitado o museu que conta esta história e onde estão expostas mais de 200 peças de alto valor arqueológico.

Centro histórico
O Esporão é também guardião de um importante patrimônio medieval edificado: a torre do Esporão, a ermida de Nossa Senhora dos Remédios e o arco do Esporão são parte fundamental da história desta propriedade com os seus limites fixados há mais de 700 anos, sendo a mais antiga “Defesa” da região.

Foi neste sentido que decidimos recuperar e preservar este patrimônio sendo hoje possível visitar a torre e o seu magnífico museu de arqueologia, assim como os afrescos da capela recentemente restaurados.

Enoturismo e cultura
Também o projeto e edifício do Enoturismo apropria-se dos materiais e técnicas de construção tradicionais, utilizando-os de novas formas com uma função apropriada às necessidades do enoturismo e à vida de hoje.

Este projeto pretende também dar passos novos na oferta de enoturismo da região, dando a conhecer a incrível biodiversidade existente, o território e os ecossistemas que a compõem.

No hall principal do edifício pode ser visitada a exposição sobre a fauna da Herdade do Esporão, onde já fotografamos mais de 100 espécies de pássaros, alguns raros, e mais de 10 mamíferos.

Organizamos também eventos temáticos como, por exemplo, em 2012 e no âmbito da nossa participação na reserva “Dark Sky”, um evento de astronomia, tirando partido das excelentes condições da região para tal.

  HISTÓRICO

Desde a sua fundação, em 1973, que o Esporão é propriedade da família Roquette, primeiro parcialmente e depois de 1989 na sua totalidade.

As primeiras duas décadas deste projeto contam-nos uma história de luta, de fé, e uma visão tão forte que marcou inequivocamente a história moderna do vinho Português.

A perspectiva familiar e geracional que este projeto encerra foi determinante e boa conselheira nas decisões mais difíceis. Acreditamos que os valores da nossa família, que se estendem ao projeto Esporão, têm contribuído para uma cultura de responsabilidade, trabalho e excelência que se reflete em tudo o que fazemos, de forma mais visível nos nossos produtos.

Agora na transição do seu fundador, José Roquette, para a 2ª geração os desafios são acrescidos pela responsabilidade de levar a diante este projeto tão querido para a nossa família, preservando os valores essenciais que lhe dão identidade e moldam a sua cultura, projetando para o futuro as nossas visões.

O compromisso com criação de prosperidade, com os nossos colaboradores, as comunidades onde nos inserimos, o meio ambiente e, muito especialmente, com os nossos clientes, é para nós inabalável. Sabemos que só assim conseguiremos levar este projeto a diante e entregar a 3ª geração, já em formação, uma empresa melhor do que recebemos.

A Equipe
O Esporão orgulha-se de ter uma equipe fortemente motivada, uma equipe que literalmente “veste a camisa” e que comunga de valores como a inovação, inconformismo, responsabilidade e excelência, valores que fazem parte do patrimônio genético da nossa empresa.

Uma equipe pluridisciplinar onde todos são valorizados e respeitados, e onde todos são convidados a contribuir para o bem comum.

CONHEÇA OS VINHOS
TEMOS CADASTRADOS
Venha conhecer os vinhos da Herdade do Esporão com a gente!
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