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Vinícola Góes
Vinícola Góes
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  Vinícola Góes
  Sede da Vinícola
São Roque (SP) (Brasil)
  FUNDAÇÃO
1963
  PROPRIETÁRIO
Família Góes
  NA INTERNET
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  PRODUÇÃO ANUAL

A Vinícola Góes produz 8 milhões de litros por ano. Desse total, 90% são de vinhos de mesa (mas não mais em garrafão) e 10% de vinhos finos.

  EXPORTAÇÃO

Há dois anos, a vinícola iniciou o processo de internacionalização. Hoje já vende para Reino Unido, Angola e China. Está em negociação, além de Portugal, para entrar também nos mercados de Japão e Canadá. Segundo a Góes, a exportação representa 3% do faturamento da empresa.

  SOBRE

A produção da linha Góes Tempos, feita com uvas especiais, começou em 2009. Antes disso, a empresa fez uma parceria com a Casa Venturini, uma joint venture em Flores da Cunha (RS), no ano de 1989, para iniciar uma fabricação conjunta de vinhos finos e ensaiar a sua entrada nesse mercado. As duas empresas continuam trabalhando juntas até hoje.

De acordo com o diretor executivo Claudio José Góes, atualmente a produção da linha de vinhos finos vem crescendo cerca de 12% ao ano, enquanto a de vinhos de mesa 5%.

  HISTÓRICO

Os Góes plantam suas raízes no Vale das Adegas

Descendente de imigrantes portugueses, o casal Benedito Moraes de Góes e Maria das Dores Lima de Góes lavrou terras desde os sertões da Vila de Una a Piedade, região hoje situada entre as cidades de Ibiúna e Piedade, vindo a se estabelecer, na primeira década do século passado, em São Roque, no bairro de Canguera. Foram nessas terras férteis, de clima rigorosamente frio e seco, que encontraram as condições ideais para lançarem de vez suas raízes em solo brasileiro, construindo assim uma grande família.

Ao lado de lavouras tradicionais e de sobrevivência – feijão, batata, milho, marmelo e pera – os irmãos Nhô Dito Góes, como era carinhosamente chamado, e Firmino de Góes foram os pioneiros no cultivo de videiras e elaboração de vinhos artesanais para consumo caseiro na região, entre os anos de 1910 e 1920. Como nessa época eram precários os meios de transportes, a maior parte das mercadorias circulavam com a utilização de carros de boi e em tropas de muares (burros e mulas cargueiros).

Nhô Dito Góes montou uma tropa famosa, freqüentemente ele levava para a capital, ao mercado da Cantareira (hoje conhecido como o “Mercadão Velho de São Paulo”) os produtos agrícolas por ele mesmo cultivados. No retorno, trazia encomendas para diversos armazéns da região, parentes e amigos (como mantimentos, roupas, calçados e bijuterias). A fama se deu pela aparência de sua tropa. Tão rigorosos e esmerados eram seus cuidados com o padrão dos animais e com os arreios, feitos artesanalmente por ele mesmo, que os elogios eram naturais e merecidos.

No ano seguinte ao da primeira safra dos Góes, que aconteceu por volta de 1920, o plantio de pés de uvas e elaboração de vinhos começaram a crescer a partir do cultivo das variedades de uvas americanas Isabel e Niagara, fornecidas pelo viveirista Francesco Marengo, que mantinha propriedade no bairro do Tatuapé, em São Paulo, sendo de vital importância para o desenvolvimento da vitivinicultura no Estado.

Em 1928, acontece o início da construção do primeiro trecho do ramal ferroviário de Mairinque a Santos. Em abril de 1931, é inaugurada a Estação de Canguera, denominada Estação Julio Prestes, em homenagem ao governador da época. Este também foi o primeiro nome dado ao bairro. Depois de totalmente construída, a ferrovia alcançaria a Baixada Santista, Litoral Sul e Vale do Ribeira, em 1937, abrindo um grande corredor comercial para os produtos do interior, entre eles, os vinhos da região de Canguera.

Também na década de 30, com o apoio do Governo do Estado e a introdução do Curso de Enologia no município, houve um grande salto qualitativo e quantitativo, pois, as aulas conduzidas pelo especialista italiano Antônio Maria Picena, grande mestre e incentivador, motivou vários produtores são-roquenses a investirem de vez na atividade, aprimorando o ciclo artesanal para o cultivo, produção e comercialização de seus vinhos.

Nessa época, mais precisamente no ano de 1938, os vinhos eram vendidos de forma singular pelos Góes: envazado em barris de 100 litros e despachados na estação do bairro para o litoral. Acompanhados da quantidade precisa de rótulos e selos, induziam os comerciantes a afixá-los nos vasilhames, dando prova do controle e garantia de boa procedência da bebida.

Em 1946, os irmãos Gumercindo e Roque de Góes, filhos de Nhô Dito e Dona Maria, fundam a Vinhos Palmares, que obtém grande sucesso comercial pelas décadas seguintes.

No início dos anos 60, Gumercindo de Góes com 50 anos de idade, começa a construir, junto com os filhos, uma nova vinícola. E no ano de 1963 inicia oficialmente a produção dos Vinhos Góes, em homenagem ao sobrenome e às origens da família, registrada posteriormente como Viti-Vinícola Góes.

Um dos primeiros mercados conquistados pela Vinícola Góes foi o do Brasil Central, com a remessa de um lote completo de vinhos para a recém inaugurada Brasília. As décadas de 60 e 70 foram favoráveis à vitivinicultura com um crescimento promissor em todo o mercado brasileiro. Uma das grandes molas propulsoras para esse crescimento foi, sem dúvida, o auge da realização das tradicionais Festas do Vinho, que divulgaram os produtos da Vinícola Góes no cenário nacional.

Nestas festas, por sinal, Gumercindo de Góes conquistou diversos prêmios, destacando-se já na primeira safra, no ano de 1963, como primeiro lugar o seu vinho Rosado Licoroso, seguindo assim até o último ano em que aconteceu o concurso, em 1973, com a conquista do 1º prêmio com o vinho Tinto de Mesa Seco.

Nos anos 80, sempre buscando o crescimento e a conquista de novos mercados, Gumercindo Góes e seus filhos, com muito arrojo e determinação, apesar dos tempos difíceis, investem e se modernizam, adquirem novas máquinas, possibilitando assim maior produção. Lançam novos produtos, aprimoram seus rótulos, ampliam seu departamento comercial, buscando novos distribuidores e dando grande ênfase às ações promocionais.

Iniciam em São Roque uma série de investimentos: em 1985, adquirem a propriedade, instalações e a marca dos afamados Vinhos Quinta Jubair; em 1989, a atividade de distribuição, com a abertura da Distribuidora de Bebidas Góes; em 2001 inauguram o Vale do Vinho Restaurante; em 2002, entrando na área dos não alcoólicos, abrem a Góes Indústria de Bebidas. Em 2003, fazem um grande investimento na própria região de origem – Canguera – adquirindo a propriedade da antiga Companhia de Vermouth Cinzano, onde planejam fazer o replantio de uvas e elaborar vinhos a partir das variedades viníferas que estão sendo desenvolvidas no próprio campo experimental da vinícola, localizado na antiga propriedade do Vinho Quinta Jubair.

Com o mercado em franco desenvolvimento, a produção, que era elaborada com uvas de seus próprios vinhedos, não supre a demanda, por isso a Vinícola Góes buscou, na Serra Gaúcha, um pólo alternativo. E, no ano de 1989, na cidade de Flores da Cunha, adquiriu uma vinícola em sociedade com a Família Venturini, garantindo assim o suprimento de uvas e ingressando também na linha de vinhos finos, lançando no final da década de 90 a linha Quinta Jubair Varietais e o Espumante Moscatel Vívere.

Em 14 de novembro de 2003, é com muita satisfação que os Góes inauguram a “Loja da Adega”, lançando mais um novo produto, o refrescante chopp de vinho “GrapeCool”.

Todo esse patrimônio empresarial é dirigido pelos filhos e netos de Gumercindo de Góes, isto é, a terceira e quarta geração do patriarca Nhô Dito Góes, que começou como um simples lavrador e, juntamente com outros pioneiros, transformou Canguera no Vale das Adegas, e a Vinícola Góes em uma das principais vinícolas do país.

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